Tempo
Relembro-me do tempo em que o tempo não era preocupante
Em que brincar e rir era rotina
Onde se divertir era a lei da vida.
Relembro-me do tempo em que o tempo não era bem vindo
Em que ponteiros eram desconsiderados.
Para viver o único momento ali possível.
Relembro-me do tempo em que o tempo era perturbante
Em que causava saudade
Onde um coração apaixonado aguardava seu amado distante
Hoje não lembro,
Vivo o tempo,
Onde o tempo vale dinheiro.
Em minha mente se tem um sonho.
Em meu caminho esta o futuro.
Em minhas mãos o meu destino.
Em meu passado o meu aprendizado.
Onde o tempo passa silencioso,
Sem questionar,
Sem dar satisfação.
Passa como um piscar de olhos.
Passa como o ponteiro.
Que muda de tempo em tempo.
Carolina Sandalo
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Pesadelo
E mais uma vez acordei gritando,
pondo pra fora a dor do meu coração,
Era algo tão real e que cava mais fundo um buraco em meu peito,
o túmulo do meu coração.
Quero acreditar que são efeitos colaterais da vida desgastante noturna,
da imaginação fértil de algo próximo que não deseja o meu bem.
Mas é difícil se tudo mudou,
se já não sinto seu coração,
nem mesmo o gosto do seu beijo.
Não tomarei o gole deste liquido da imaginação,
não vou me distanciar se nada em meus olhos se passaram.
Vou apenas guardar a dor e esquecer.
Deixar que a minha alma continue a acreditar em você.
Carolina Sandalo
pondo pra fora a dor do meu coração,
Era algo tão real e que cava mais fundo um buraco em meu peito,
o túmulo do meu coração.
Quero acreditar que são efeitos colaterais da vida desgastante noturna,
da imaginação fértil de algo próximo que não deseja o meu bem.
Mas é difícil se tudo mudou,
se já não sinto seu coração,
nem mesmo o gosto do seu beijo.
Não tomarei o gole deste liquido da imaginação,
não vou me distanciar se nada em meus olhos se passaram.
Vou apenas guardar a dor e esquecer.
Deixar que a minha alma continue a acreditar em você.
Carolina Sandalo
sábado, 18 de dezembro de 2010
Enjoy the Silence
As vezes o silencio é o melhor remédio,
a melhor morfina para a dor.
Ele aprisiona sua alma,
desestabiliza sua mente,
arranca seu coração e janta sua costela.
E por mais que partes do seu corpo tenham feridas há cicatrizar,
sua pernas vão continuar a se mover
e você continuar a caminhar,
continuar a viver.
Porque o tempo, o tempo não para.
Carolina Sandalo
a melhor morfina para a dor.
Ele aprisiona sua alma,
desestabiliza sua mente,
arranca seu coração e janta sua costela.
E por mais que partes do seu corpo tenham feridas há cicatrizar,
sua pernas vão continuar a se mover
e você continuar a caminhar,
continuar a viver.
Porque o tempo, o tempo não para.
Carolina Sandalo
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Lembrança
A noite cai sobre meus olhos castanhos.
Apoio-me em meu travesseiro
respiro seu cheiro
que viaja quilómetros dentro de minha alma.
Sinto o peso de seu corpo sob o meu,
mesmo não o tendo aqui.
Seus dedos enroscam-se em meus cabelos,
me adormecendo e entorpecendo.
A lembrança do seu beijo alimenta meu pobre coração,
ele sangra, ele adoece,
mas a noite para ele, não existe solidão.
Carolina Sandalo
Apoio-me em meu travesseiro
respiro seu cheiro
que viaja quilómetros dentro de minha alma.
Sinto o peso de seu corpo sob o meu,
mesmo não o tendo aqui.
Seus dedos enroscam-se em meus cabelos,
me adormecendo e entorpecendo.
A lembrança do seu beijo alimenta meu pobre coração,
ele sangra, ele adoece,
mas a noite para ele, não existe solidão.
Carolina Sandalo
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Versos
Não sou nenhuma foto de revista
Não tenho o cabelo mais sedoso,
Nem o sorriso mais bonito.
Não uso as mais belas roupas ou
O melhor kit de maquiagem.
Não cobre de mim o que o mundo quer.
Não sou brinquedo,
Modelo ou
Escrava da beleza.
Sou apenas um pedaço de carne e osso
Que caminha a cada dia a espera da morte.
Deixo apenas meus versos,
O tempo não vai deixá-las enrugadas,
Carecas ou
Velhas,
Pois diferente da beleza excessiva
Ela é eterna.
Carolina Sandalo
Não tenho o cabelo mais sedoso,
Nem o sorriso mais bonito.
Não uso as mais belas roupas ou
O melhor kit de maquiagem.
Não cobre de mim o que o mundo quer.
Não sou brinquedo,
Modelo ou
Escrava da beleza.
Sou apenas um pedaço de carne e osso
Que caminha a cada dia a espera da morte.
Deixo apenas meus versos,
O tempo não vai deixá-las enrugadas,
Carecas ou
Velhas,
Pois diferente da beleza excessiva
Ela é eterna.
Carolina Sandalo
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Arranhão
Passo a passo sigo meu caminho
Tropeço,
Caio,
Levanto,
Arrasto-me,
Mas sigo, cortada, inteira, despedaçada
O mundo não para pra me dar a mão,
O mundo não liga pro que acontece aqui
Sou um ponto entre milhões,
Mas para você, posso ser a vírgula de sua historia
O refrão de uma canção
Ninguém pode responder.
Meu pote esta cheio, historias, lágrimas, erros
Vou jogá-lo ao mar,
Esquecer o que se foi
Viver o que está por vir.
Ver que após o machucado
Vem a cicatriz
E tudo segue do mesmo modo que era antes.
Carolina Sandalo
Tropeço,
Caio,
Levanto,
Arrasto-me,
Mas sigo, cortada, inteira, despedaçada
O mundo não para pra me dar a mão,
O mundo não liga pro que acontece aqui
Sou um ponto entre milhões,
Mas para você, posso ser a vírgula de sua historia
O refrão de uma canção
Ninguém pode responder.
Meu pote esta cheio, historias, lágrimas, erros
Vou jogá-lo ao mar,
Esquecer o que se foi
Viver o que está por vir.
Ver que após o machucado
Vem a cicatriz
E tudo segue do mesmo modo que era antes.
Carolina Sandalo
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Barreira
Muro que divide mundos, pesado
Feito de pedra e cascalho
Rebocado com medo e insegurança
Estava em pé a um longo tempo,
Criou-se raxaduras
Fei-se buracos
Caiu partes
E agora se encontra ao chão.
Uniu novamente mundos,
Distantes e unidos,
Completos e vazios.
Porque construi-lo novamente?
Deixai a maré de eventos misturar o que se separou a muito tempo.
Deixai a lágrima correr novamente,
o sangue tornar vermelho
Deixai o que adormeceu viver em paz.
Carolina Sandalo
Feito de pedra e cascalho
Rebocado com medo e insegurança
Estava em pé a um longo tempo,
Criou-se raxaduras
Fei-se buracos
Caiu partes
E agora se encontra ao chão.
Uniu novamente mundos,
Distantes e unidos,
Completos e vazios.
Porque construi-lo novamente?
Deixai a maré de eventos misturar o que se separou a muito tempo.
Deixai a lágrima correr novamente,
o sangue tornar vermelho
Deixai o que adormeceu viver em paz.
Carolina Sandalo
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