A noite cai sobre meus olhos castanhos.
Apoio-me em meu travesseiro
respiro seu cheiro
que viaja quilómetros dentro de minha alma.
Sinto o peso de seu corpo sob o meu,
mesmo não o tendo aqui.
Seus dedos enroscam-se em meus cabelos,
me adormecendo e entorpecendo.
A lembrança do seu beijo alimenta meu pobre coração,
ele sangra, ele adoece,
mas a noite para ele, não existe solidão.
Carolina Sandalo
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Versos
Não sou nenhuma foto de revista
Não tenho o cabelo mais sedoso,
Nem o sorriso mais bonito.
Não uso as mais belas roupas ou
O melhor kit de maquiagem.
Não cobre de mim o que o mundo quer.
Não sou brinquedo,
Modelo ou
Escrava da beleza.
Sou apenas um pedaço de carne e osso
Que caminha a cada dia a espera da morte.
Deixo apenas meus versos,
O tempo não vai deixá-las enrugadas,
Carecas ou
Velhas,
Pois diferente da beleza excessiva
Ela é eterna.
Carolina Sandalo
Não tenho o cabelo mais sedoso,
Nem o sorriso mais bonito.
Não uso as mais belas roupas ou
O melhor kit de maquiagem.
Não cobre de mim o que o mundo quer.
Não sou brinquedo,
Modelo ou
Escrava da beleza.
Sou apenas um pedaço de carne e osso
Que caminha a cada dia a espera da morte.
Deixo apenas meus versos,
O tempo não vai deixá-las enrugadas,
Carecas ou
Velhas,
Pois diferente da beleza excessiva
Ela é eterna.
Carolina Sandalo
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Arranhão
Passo a passo sigo meu caminho
Tropeço,
Caio,
Levanto,
Arrasto-me,
Mas sigo, cortada, inteira, despedaçada
O mundo não para pra me dar a Mao,
O mundo não liga pro que acontece aqui
Sou um ponto entre milhões,
Mas para você, posso ser a vírgula de sua historia
O refrão de uma canção
Ninguém pode responder.
Meu pote esta cheio, historias, lagrimas, erros
Vou jogá-lo ao mar,
Esquecer o que se foi
Viver o que está por vir.
Ver que apos o machucado
Vem a cicatriz
E tudo segue do mesmo modo que era antes.
Carolina Sandalo
Tropeço,
Caio,
Levanto,
Arrasto-me,
Mas sigo, cortada, inteira, despedaçada
O mundo não para pra me dar a Mao,
O mundo não liga pro que acontece aqui
Sou um ponto entre milhões,
Mas para você, posso ser a vírgula de sua historia
O refrão de uma canção
Ninguém pode responder.
Meu pote esta cheio, historias, lagrimas, erros
Vou jogá-lo ao mar,
Esquecer o que se foi
Viver o que está por vir.
Ver que apos o machucado
Vem a cicatriz
E tudo segue do mesmo modo que era antes.
Carolina Sandalo
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Barreira
Muro que divide mundos, pesado
Feito de pedra e cascalho
Rebocado com medo e insegurança
Estava em pé a um longo tempo,
Criou-se raxaduras
Fei-se buracos
Caiu partes
E agora se encontra ao chão.
Uniu novamente mundos,
Distantes e unidos,
Completos e vazios.
Porque construi-lo novamente?
Deixai a maré de eventos misturar o que se separou a muito tempo.
Deixai a lágrima correr novamente,
o sangue tornar vermelho
Deixai o que adormeceu viver em paz.
Carolina Sandalo
Feito de pedra e cascalho
Rebocado com medo e insegurança
Estava em pé a um longo tempo,
Criou-se raxaduras
Fei-se buracos
Caiu partes
E agora se encontra ao chão.
Uniu novamente mundos,
Distantes e unidos,
Completos e vazios.
Porque construi-lo novamente?
Deixai a maré de eventos misturar o que se separou a muito tempo.
Deixai a lágrima correr novamente,
o sangue tornar vermelho
Deixai o que adormeceu viver em paz.
Carolina Sandalo
terça-feira, 23 de junho de 2009
Capricho
Em sonhos sua visão transborda em verdes campos, flores, animais, castelos medievais.
Todas as historias possuem um final feliz,
O bem vence o mal,
Os casais vivem mergulhados em amor doce e infinito,
Todos os cavaleiros são lindos e fieis,
Todas as donzelas são puras e delicadas,
Não existem lagrimas de dor ou sangue ao chão,
Não existe maldade dentre os diversos corações.
Esta vida porem é surreal, perdida em mente de muita gente,
Pena que não entendem que coração algum um dia será puro e feliz,
Pois a raça humana foi feita para errar e crescer a cada passo, lagrima e dor.
Por isso menina fure sua bolha e respire o ar do mundo
Seu pulmão nunca será feito apenas de pólen.
Carolina Sandalo
Todas as historias possuem um final feliz,
O bem vence o mal,
Os casais vivem mergulhados em amor doce e infinito,
Todos os cavaleiros são lindos e fieis,
Todas as donzelas são puras e delicadas,
Não existem lagrimas de dor ou sangue ao chão,
Não existe maldade dentre os diversos corações.
Esta vida porem é surreal, perdida em mente de muita gente,
Pena que não entendem que coração algum um dia será puro e feliz,
Pois a raça humana foi feita para errar e crescer a cada passo, lagrima e dor.
Por isso menina fure sua bolha e respire o ar do mundo
Seu pulmão nunca será feito apenas de pólen.
Carolina Sandalo
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Estações
E o outono se vai e outra estação vem, as folhas das arvores se empilham ao chão cobertas por nevoa e neve, o sol continua a nos esquentar com mesma intensidade mais de uma forma obscura e cada vez mais fria. O ritmo dessas mudanças não pertencem só à natureza, mais a carne, pele, mente e coração.
O tempo passa com seu percurso, as lagrimas caem, mas em pouco tempo o sorriso vai cobrir o que um dia se desperdiçou, trazem-nos os nutrientes necessários para vida, lições, convivências, amores, intrigas e decepções, mas nada adianta prometer mudanças, as estações são fixas, sofrem apenas diferenças, resultado de erros que nos constroem e fazem o que somos.
Estações vêm e se vão, não espere muito delas, entenda que elas nunca mudarão.
Carolina Sandalo
O tempo passa com seu percurso, as lagrimas caem, mas em pouco tempo o sorriso vai cobrir o que um dia se desperdiçou, trazem-nos os nutrientes necessários para vida, lições, convivências, amores, intrigas e decepções, mas nada adianta prometer mudanças, as estações são fixas, sofrem apenas diferenças, resultado de erros que nos constroem e fazem o que somos.
Estações vêm e se vão, não espere muito delas, entenda que elas nunca mudarão.
Carolina Sandalo
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Escrita
Em meio a este turbilhão de letras, pontos e grafite se forma uma poça de sangue vermelho vivo, que se espreita entre dedos que abraçam este lápis, sangue este que vem de veias fracas, incapazes de suprir a dor da paixão.
Descrevê-la só ira lhe trazes mais dor, não adoeça, usufrua de sua doce mente.
Finjas que o sangue é doce como chocolate
Que a dor é carinho de inimigo
Viva em meio à dor do prazer chamado amor.
Carolina Sandalo
Descrevê-la só ira lhe trazes mais dor, não adoeça, usufrua de sua doce mente.
Finjas que o sangue é doce como chocolate
Que a dor é carinho de inimigo
Viva em meio à dor do prazer chamado amor.
Carolina Sandalo
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